segunda-feira, 29 de junho de 2009

Gim


Lute!!!
Qual é o caminho que você usa pra me encontrar
Qual é o feitiço que eu uso pra te conquistar
Persista, desista, copie, crie, destrua ou faça
Indiferente, consciente, inconsequente
Voe garoto, navegue no ar sobre a multidão
Por que esse mar de asfalto quer te afogar
Voe garoto, fuja de toda essa solidão
Isso é uma conspiração roxa pra te calar
Corre!!!
Faz que vira, vira, faz que vira e saí
Me beija, diz que fica e se vai
Acende o fogo, liga o ar, queima e me consome
Surge, me balança, me preenche depois some
Fume até queimar os dedos eu vou te beijar
Sonhe até tirar os pés do chão, eu vou te alcançar
Crie ondas raivosas num copo de gim
Mas antes vamos nos divertir numa noite antiga
Vou te destruir na próxima vez que você passar por mim
Mas antes eu vou te mostrar que pra um doce começo
Há um fálico fim
Ignore!!!
Eles marcham num jogo que ninguém mais faz
Jogo perdido! Seus soldados marcham pra trás

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Medo


Assista sua vida passar
E seus sonhos escorrendo entre os dedos
E toda vida desperdiçada graças aos seus medos
Acumulados pelos anos

Ah! Deixa ele viver
Ah! Deixa ele fazer
Ah! Deixa ele pintar!
Toda essa parede desbotada
Deixa ele continuar!

Espere! Viva seu contos de fadas
Espere! Até as cortinas caírem
E todas suas colunas falirem
Sob o sol! Sob o sol!


Não espere mais acontecer
Não fuja dessa embarcação
Mude seu trajeto, ou então
Vai viver fugindo! Fugindo

Ah! Deixa ele viver
Ah! Deixa ele fazer
Ah! Deixa ele pintar!
Toda essa parede desbotada
Deixa ele continuar!

Deixa ele te responder
Deixa ele caminhar
Deixa ele chegar até o sol
Ou
até onde sua mente imaginar

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Letras Pretas


Por que ele busca sempre mais?
Ele já tem tudo e já começa a se repetir
Por que ele não encontra a paz?
Qual o motivo dele esperar tanto dos outros
Por que ele mesmo não faz?
Ele está se destruindo e isso faz muito mais mal pra mim
Eu nunca lhe neguei um não, eu nunca lhe entreguei um sim
Qual o motivo dele se fazer tão mal?
Eu não tenho pulsos de aços
Meu reflexo não o aguarda em outros espaços
Sempre estou vendo você juntar tudo em um só
Eu sigo vendo você juntar pra dividir
Vou seguindo vendo seu olhar violento como uma onda me destruir

Por que eu insisto em ver você assim?
Por que você ainda faz parte de mim?
Eu quero me desconectar!
Eu preciso me afastar!
Eu preciso retornar e você não pode mais me acompanhar!
Mas faz tanto tempo que você já me liberou!
Talvez eu que me prenda a você por não saber mais quem sou
Você sempre diz que sim e na hora sempre some
E me escreve, mas letras pretas não escrevem meu nome
Eu estou sozinho
Eu sempre estive só
Eu me criei e me ergui do pó
Eu cresci e fiz o meu melhor
Um dia sei que essa abstinência vai me abandonar
E nossos passos finalmente vão se separar

terça-feira, 16 de junho de 2009

Influir


Olho a janela e é hora de acordar
O dia começa cedo e tenho que estar pronto
A professora é má e ela cobra o melhor
O exercício não está pronto, mas a desculpa eu sei de co
No caminho o cara no ônibus me disse
O quanto os sonhos p
odem ser perigosos
Se num dia de sol eu visse
Quanta vida eu já desperdicei com passos vagarosos
Eu iria voltar o relógio para me fazer sorrir novamente
Não é que as coisas andem mal
Ou que a cidade esteja numa nova epidemia
Mas eu preciso sair desse canal
Largar meus vícios e culpas e assinar minha anistia
Sem recreio!!! Sem recreio!!!
Sem recreio!!! Sem recreio!!!
Eu não quero ficar nessa sala suja
A vida está passando diante da janela
Ouço as pessoas correndo sob o sol
Sala triste, eu não quero ficar dentro dela
Ouvindo o som da felicidade vizinha vinda de um quintal
Vendo as crianças brincando além do vitral

E meus pulsos estão nos cadernos na sombra de uma fase
Cabeça abaixada e choramingando escrevo 20 vezes a frase
Não vou mais mentir! Não vou mais mentir!
Não vou mais mentir! Não vou mais mentir!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pra onde ir


São sempre as mesmas conversas
E ele vai falando quantos cm ele tem
São sempre as mesmas gírias
Quando papo e você não conhece ninguém
Eu já estou cheia de beber
Eu já estou cheia de procurar alguém
Que seja parecido com você
Quando você saiu da minha vida, querido
Deveria ter tirado você do meu coração
Mas eu nunca apaguei o número do seu telefone
No fundo eu quero te ligar, mas minha mente diz Não!
Algumas pessoas falam que você é como uma droga
Eu perco o controle longe de você! Eu te amo!
Mas você nunca vai conseguir entender!
Uma mensagem simples como: Eu te amo!
Mas você nunca vai conseguir me entender!
Ainda estou numa velha cidade parada olhando você partir
Um dia nós acordaremos mais velhos que nossos anos
Eu não tenho mais seu endereço! Eu já não sei para onde ir!
Para onde ir? Eu já cansei de ver você partir
Eu já não sei pra onde ir!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O quanto eu…


Eu, fingindo está sozinho
Mesmo já tendo companhia
Eu, fazendo bem pouquinho
Pra me passar de paisagem!
Ah! Mas tem ora que me falta AR!
Tem hora que eu preciso te encontrar
Tem hora que eu quero te beijar
E esquentar minha alma outra vez!
Ah! Parece que vou sufocar!
Que distância vai me matar!
Tem hora que eu quero te abraçar
Só pra falar: O quanto eu te amo!
O quanto eu te amo!
O quanto eu…
Eu, que não sei me explicar!
Que tenho sempre uma resposta pra dar
Que conto as horas pra me juntar
Ao corpo que me aquece! Que me merece!
Que embala! Que me transforma!
Ah! Parece que eu vou desmaiar!
Quando estou com você não quero voltar
Enxergando suas cores! Dentro dos seus olhos
E você vai falando o quanto me ama…
Mas veneno corre por fora!
E influencia aqui dentro!
Aqui dentro! Aqui…
Mas eu preciso falar
O quanto eu te amo!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Circo

Uma canção pode ser ouvida
Ela vem através de um rádio
Tão distante quanto eu, ou você duvida?
Eu já andei por muito tempo
Apenas procurando um lugar que fosse meu
Eu caminhei contra o vento
Até perceber que o castelo de cartas me envolveu

A canção fala onde estão os sonhos que já sonhei
E pra onde eles foram quando eu acordei
Para viver mais um dia no castelo de cartas


Alguém desamarre as cordas que me prendem
A água está subindo e eu sei que vou me afogar
Alguém destrua o espetáculo e cesse a mágica
Não há nenhuma lógica em me fazer esperar...

A música fica mais intensa e um garoto parece querer me ajudar
Mas ele é tão imaturo quanto os outros que pagaram para entrar
Na tentativa de sorrir a me ver como palhaço chorar
Eu vou incendiar tudo a minha volta! E todos irão queimar!
Começando pelo castelo de cartas

Minha maquiagem é pesada e você não pode me reconhecer
Nada é tão espontâneo e simples com costumava ser
Um dia eu vou ser livre para espalhar todas minhas cores
E todas elas formarão uma maré gigantesca que cairá em você