quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ciúmes


Minha cura é um prato cheio de você
Minha cura é uma overdose do seu amor
Minha posologia é três vezes ao dia te ver
Meu efeito colateral sempre foi te perder
Foi intravenosa, e eu perdi o controle
Mantenha fora do alcance das crianças
Mas sempre perto de suas lembranças
Não esqueça, não suma, não desapareça
É o meu ciúme que me faz esquecer
É o meu ciúme que me faz enlouquecer
Minha cura sempre será ter você
Têm várias outras mais estão todas aquém
Meu amor é só seu e de mais ninguém
Minha cura é uma overdose do seu amor
Minha posologia é todas às vezes ao dia te ver
Minha cura é ter você seja como for
Em coma, só saio pra te ter
Em coma, só saio se for pra você
Em coma, Minha cura é quem sinto e não me vê

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Homem Colorido


Claro ou escuro
____Amarelo ou vermelho
Meus neurônios se agitam
____Em minha mente formam espelhos
Cedo ou tarde
____Depois ou agora
Não valorizo o meu tempo
__Nem valorizo a hora
São "cores" que indicam meu caminho
_O caminho de casa e colorem a flora
São a mesmas cores que pintam o sangue
___Pintam o sangue de vermelho
O céu azul, pra rezar dobre o joelho
___Escrevi uma carta amarela que não dizia nada
Uma forma de mudança é uma esperança
__Mais o céu hoje está cinza e triste
Vamos pegar nossos Lápis de Cor e mudar a paisagem!
___Vamos desenhar um Homem Colorido só de passagem
Nessa vida em Preto-e-Branco, mas eu podia sentir
__Saía de suas íris coloridas e chegavam até mim
Meus neurônios se agitam e grifam o fim (...)
(texto: Todos direitos reservados. Autoria Própria)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mabel


É livre, sempre livre foi
Mabel é liberdade, sempre livre foi
É livre, é a liberdade
A liberdade, sempre Mabel foi
É liberdade, foi
Sempre livre foi


Enquanto o sol brinca de se esconder
Pagam pra ver Mabel sorrir
Enquanto o sol brinca de fazer sofrer
Pagam pra ver Mabel sair
Não se constrói uma vida nas areias
Pois se desmancha e cai no chão
Muito menos em sonhos
Prefira a realidade à ilusão
Talvez Mabel não precise de realidade
E nem de seus velhos chavões
E nem construir sua vida sobre a rocha
A areia é legal e estabilidade é banal
Talvez Mabel não precise da fruta fresca
E sim de uma maça azul artificial
Para botar na cabeça enquanto espera
O tiro que vem do outro lado do quintal
Mas Mabel tira o ouro pra vê quem brilha mais
E ignora a ruindade dos vizinhos, mas...
Mabel não é santa! E nem pretende ser, pois gosta é de ação
Exceto que pague bem e que tenha vale alimentação
E depois do expediente lá no céu...
Enrolar São Pedro pra descer e vim pra terra
Pra dançar a noite inteira sem ter que se preocupar
A lama que existe em você... ninguém pode limpar
Mas hei! Mabel, eu vou me despedir pela ultima vez
Te espero nas próximas férias se... São Pedro não brigar

(texto: Todos direitos reservados. Autoria Própria)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Exteria


Você ta sonhando com algo bom
E se você soubesse do meu pesadelo
Tenho que vencer meus demônios
Mas não consigo parar de temê-los
Meu corpo obedece meus neurônios
Mas quem eu devo obedecer?
Só posso ser limpo se eu for crente
Sinto muito! Eu penso diferente
Não me ligo nas idéias dos outros
Não vou nem sigo uma única corrente
Talvez esteja errado! E se eu estiver?
Talvez seja mesmo inconseqüente

Mas ela foi pra perto e eu gritei
Saia desse estado
Mas ela se agitou e eu gritei
Saia desse estado
Mas ela foi pra perto e eu gritei


Talvez você só esteja jogando baralho
Onde as cartas são vidas e a mesa o pão
O tento é o vinho? Ou viveria ela em vão
Saíram com o tal corpo fechado
Mas as balas e cortes o abriram no estardalhaço
Brigamos como animais por apenas esse pedaço?
Mas eu não tenho medo, por isso quebro tanto a cara
Será que diante de um verdadeiro herói ela para
Quanto necessário é? Diz quanto é necessário e a saída


Mas ela caiu e não vai voltar
Saia desse estado
Mas ela não se foi triste
Saia desse estado
Mas e se ela não se foi
Saia desse estado


O delírio é um jogo inconseqüente
Todo esse veneno transcorre sua mente
Mas você é perfeito não é, só se diz
A perfeição não existe, você não é 100% FELIZ
Vela e promessas não podem mudar o mundo
O problema ta com a origem ta lá no fundo


Mas ela foi pra perto e eu gritei
Saia desse estado
Mas ela se agitou e eu gritei
Saia desse estado
Mas ela foi pra perto e eu gritei
Eu fiz o que pude.
(texto:Todos direitos reservados. Autoria própria)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

ANOS/SNOA


8002
Escondam as crianças, pois agora vou passar
Quem disse que eu quero ser exemplo para alguém
Prefiro ser eu mesmo, não mudo por ninguém
Ensine seus chavões pra ela ser igual a você
Sentada na poltrona esperando acontecer
Quem disse que eu quero seguir o seu padrão
Prefiro minha doença a sua solução
Se hoje eu choro amanhã eu vou sorrir
Libertem-me do tempo, eu vou sair daqui
Até onde o ar é puro, as pessoas são sujas
Tantas pessoas e nenhuma se conhecem
Quem disse que basta ter sangue pra ser família
Talvez nesse solo nenhumas das sementes crescem

~#~
Cavaram a própria sepultura
Vivendo em ritmo a loucura
Encontraram fumaça e idéias
Não estavam aqui nem em apnéia
Os que estavam na fila do portão
Na ironia parada sem pulsação
~#~

9002
Me vejo andando tão distante de mim mesmo
Nem sabia que meus pés iriam tão longe
Queria ter a sabedoria de um ancião ou a paz do monge
Mas eu não tenho! Mas eu sou do bem, bem, bem
E eles me fazem tanto mau, mau, mau
Só porque o meu signo não é igual?
Um dia eu vou poder pensar sem seus dogmas
Pensar livremente sem seus dogmas
Você acredita num mundo sem dogmas?
Não acredito em heróis de capa
Não sou alcoólatra de água benta
Minha arma mais forte é uma farpa
Verdade! Farpa delirante, diante, diante, diante
De um perigo inconstante, constante, constante

(texto:Todos direitos reservados. Autoria própria)

sábado, 10 de janeiro de 2009

"ticket" DE IDA


Hoje o bloco vai pra avenida
Passarei o meu enredo triste pra depois
Hoje é alegria! Talvez carnaval, pois
Deu certo pra todos, todos do seu jeito
O errado agora é certo, depois do SIM não há defeito
Meu bloco vai pra avenida
Cantar minhas alegrias! Cantar minhas alegrias
Estupidamente gelada mais uma desceu, e nos jornais
Eu estava! Nome numa lista em branco e preto, mas
Quem não estava também venceu! Todos nós!
A alegria pode ta escondida em lágrimas! Desistir jamais
E o sol que de amarelo passou pra verde
Ainda temos toda esperança! E muitas lembranças
Todos em tão pouco tempo marcaram minha vida
Mas nem todos receberam o “ticket” de ida!
Dane-se são vencedores! Todos nós somos
Meu bloco vai pra avenida!!!
Mais cedo ou mais tarde você vai ter o “ticket” de ida
E quando vier estaremos no mesmo bloco num carnaval
No mesmo fluxo de luz viajando entre o canal!
Num momento o chão pode até cair! Ele já caiu
Mas estamos embaixo pra te segurar, independente de onde você está
Mas nós não vamos parar! União! União! União!
O coração nunca engana! É amor é pulsação
Novos desafios aparecem e vão! E vão a sua direção!
Pode vir! Pode vir!
Quem ta a seu favor é sua rocha! Quem ta a seu favor é sua rocha!

(texto: Todos direitos reservados. Autoria Própria)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Uniforme


Siderúrgica! Metal apressado
Algo fantasia! Nada calculado
Torce o medo! Ele não é válido
A produção acelerada é frenética
Passa de pai pra filho! Na genética
Mas há um lado quente que é metal
Nossas veias também são
Parafuso, porcas,nós somos ametal
Siderúrgica! Metal apressado


Na paranóia confusa inconstante
No que vai dá tal obra delirante
No bafo cálido do motor
Lá bate um coração de ferro, mas que sente
Amor, felicidade, bondade, tudo ta presente

No bafo cálido do motor!
A adrenalina um corpo acelerou
É robô ou é humano? É robô! É robô
Mas como pode se ele tem alegria e sente dor
É robô! É robô
Claro que ele não! Ele sente dor!
Será então mais um filho de Adão
Em humano ele se transformou

Siderúrgica! Metal apressado!!!
Ta por cima! Ta por baixo! Ta em todo lado
Ele é humano é perigo não calculado
Artérias, tecidos, ele ainda é metal
Mas dentro de si! Algo cerebral
Siderúrgica! Metal apressado!!!
Siderúrgica! Metal apressado!!!


O que eu sou?
Sou ametal! Fora feito de ferro
Por dentro algo normal
Não sou ferro, rocha bruta
Eu já desenvolvi a alma, sou ametal
Sou ametal, sou ametal
Já desenvolvi alma sou coisa pura
Já sou alguém natural
Siderúrgica! Metal apressado!!!
Resultado: Sem efeito colateral
Siderúrgica! Metal apressado!!!


(texto: Todos direitos reservados. Autoria própria)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Irresolutamente Atrapalhado de tão Dúbio


Not! I to hide only make me
Nobody sees can me


Quando estou meio down
Falo com amigos e tchau
Mas quando estou só
A coisa parece ficar pior
Você sabe o quanto eu quis
Ter liberdade pra mandar no meu nariz


Tudo ta diferente
Um turbilhão vasculha minha mente
Estou parado
Não consigo me mover
Cheio de dúvidas!
Não há nada a crê!


Será que estou desesperado?
Achando consecutivamente
Consecutivamente o caminho errado
E quem? Quem ta do teu lado
Será que eu ainda tenho fé
Ou já estou sozinho
Quero apenas seguir
Não quero seguir seu caminho
O meu pode ser errado, mas vou ir
E se estiver errado?
Dane-se! Vou fluir


Not! I to hide only make me
Nobody sees can me
It does not say what I must make
Its light is fake
I do not bind its look of rejection!
Who is of my side goes to understand
I do not bind its look of rejection!
Who is of my side to abandon does not go me
(Texto: todos direitos reservados. Autoria própria)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Cospe Fogo


Já disseram o que é saboroso
É perverso e perigoso
Se te disseram estavam errados
Cospe fogo
Cospe fogo
Cospe fogo
Lança Chamas
Lance-as em mim
Tanta gente na fogueira queima solidão
Minhas tristezas, alegrias, melancolias...
Nessa hora já viraram carvão
E se o tempo persistir?
Em nos fazer jogar esse jogo fracassado
Nós estamos no mesmo time
Mas em lado errado
Você tem medo de quê?
Você quer fugir de quem?
Querida meu coração é meu
Não sou seu, sou livre
Eu não sou de ninguém
Tanta gente eu vou fazendo sorrir
Não querem me vê ou meu interior sentir
Ou chorariam
Eu só cuspo fogo
Eu sou cospe fogo
E daí se eu tracei uma linha que não posso atravessar
Isso não me importa tenho eu mesmo pra ajudar
Talvez por que eu não entenda nada ao meu redor
Eu sento na calçada esperando acontecer o pior
Vejam o dia já está a se por, e eu sobrevivi
Venci meus vários medos e consegui
Estou bem vivo para repetir minha pobre rotina
E sigo cuspindo fogo espantando a mim mesmo
Não sinto nada, eu não tenho adrenalina
Eu só cuspo fogo
Eu só desperdiço amor

(texto: todos os direitos reservados, autoria própria)