domingo, 14 de dezembro de 2008

Retalhos de você (que ainda lembro)



E passou e não disse nada só foi
Sem se despedir
Mas essa noite já não volta
Por que não se despediu de mim?
Não há no mundo quem sinta
Quem sinta um pouco do que sinto
Nem tudo que dura, dura muito
Eu atravessaria até o infinito
Para te encontrar, brincaríamos
Brincaríamos com o tempo
Livres, libertos voaríamos
Seriamos libertos seguindo o vento
Não há no mundo quem sinta
Não, não há no mundo quem sinta
Não, não, não há no mundo
Alguém que pareça com você
Em outros rostos não posso vê
O seu sorriso bobo e sua timidez
Queria tudo novamente
E pararia o tempo dessa vez
Te recortei de uma foto de um álbum feliz
Que estava escondido em minhas tristezas
Eram pedaços de esperança e ilusão
Colei um retalho de você no meu coração
Talvez já amargo com o veneno
Que escorre das minhas mãos... e vai...
Já não tenho mais você nem razão
Mas hoje eu vejo a minha vida
Um teatro onde o palco é a platéia
Onde vivo retalhando o pouco de você
Mas não há no mundo quem tenha uma idéia
Não, não há
Continuo a te colar em mim
Ainda me lembro do seu caminhar
Do perfume de jasmim
Do seu jeito de me olhar
Mas não há no mundo quem sinta
Mas não há no mundo quem sinta
Mas não há no mundo
Mas não há no mundo
Mas não há
Mas não há

(texto: todos direitos reservados autoria própria)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Influir

Sigam a seta
Que vai indicar
O caminho certo que deve seguir
Todos aqueles mesmos e iguais
Já programados pra dizer sim
Mas eu não quero imitar
Aqueles padrões da social
Vivendo de aparência e...
Fingindo que tem consciência ambiental

Por que eu sou livre
E não vou ficar parado
Como Maria vai com as outras
Eu não vou ser rotulado
Não!

Sigam a seta
Que vai indicar
O caminho certo pra ser um comum
Sem objetivo e sem ideal
Na multidão você é mais um
Mas não vou ficar aqui
Ser um igual não me interessa
Eu não vou ser um fantoche e...
Tenho vida própria e tenho muita pressa

Por que eu sou livre
E não vou ficar parado
Como Maria vai com as outras
Eu não vou ser rotulado
Não!

Eu sou livre
E não vou ficar parado
Como Maria vai com as outras
Eu não vou ser rotulado
Não! Não! Não!

(texto: todos direitos reservados. Autoria Própria)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Lítio


Eu fui até onde podia ver
E vi no meio da multidão
Pessoas perdidas em sonhos
Não sei de onde elas vêm
Nem pra onde elas vão

Eu acredito que vejo o futuro
Pois todo dia eu repito a rotina
Não vivo perdido em sonhos
Não há nada que me detém

Mas eles se mechem nas sombras
Mas eles se mechem em mim
Foram feitos de ódio e dor
Renascidos das chamas sem fim

Eles me fizeram lembrar
Porque eles me fizeram lembrar?
Eles queriam me ver sofrer
Eles queriam me ver sofrer
Todos são iguais e diferentes de mim
Não fico de boca aberta dizendo SIM
Estúpidos querem que eu peça perdão
Prefiro morrer só do que acreditar na ilusão
Alala não ouço vocês
Alala eu não ouço ninguém
Não espero, eu mesmo faço
Só no olho no olho a gente vê...
quem é quem

(texto: todos os direitos reservados, autoria própria)

Soprazul


Responda
Por que as coisas têm que ser assim
Responda
Porque tudo é sempre tão difícil
Responda
Você poderia voltar a ser doce, meu olhos
Responda
Querem te vê voltar pra mim.

Ela vai te fazer sorrir mais uma vez
Só pra depois te ver sangrar
Olha lá! Ela já está conseguindo
Estou sozinho, jogando um jogo perdido
Ora! Não há problema para mm, vou indo

Mas posso sentir seus olhos azuis
Azuis como era o céu, hoje está cinza
Cinza como eu era antes de te conhecer
Você era o sol pra mim, por favor, não se vá
Hoje sei que não te conheço, vai escurecer

Mas voei em direção dá opaca luz
Que caia contra minha direção
O mundo me vê, mas não me enxerga
E eu ainda permaneço no ar sem chão
Olha o meu riso que hoje se abria fácil

Querida
Por que as coisas têm que ser assim, olhe pra mim
Querida
Porque tudo é sempre tão difícil, esqueça
Querida
Você poderia voltar a ser doce, meu olhos só...
Querida
Querem te vê voltar pra mim.
Você não pode ter esquecido do que vivemos

(texto: todos os direitos reservados, autoria própria)

O Doce


Doce como o mel (Nada inocente)
Mas suja como fel (Ela está contaminada)
Foi inconseqüente (Só uma noite e mais nada)


Não esconda essa lama que brota em seus pés
Veja à cidade renascer
Tanta gente equivocada fazendo o mesmo que você
Não olhe assustada, você não pode se esconder

Mascarada! Chega e ninguém vê
Está mais perto, fazendo com os outros o que fez com você
Quem é ela? O nome é Sida
Agora já e tarde e não dá pra resolver

Doce como o mel (Nada inocente)
Mas suja como fel (Ela está contaminada)
Foi inconseqüente (Só uma noite e mais nada)

Você cavou sua própria sepultura
Não adianta ter dinheiro ou ter muita cultura
Nada mais importa, nada mais importa
A ciência avançou, mas a Sida não tem cura

Não adianta chorar
Não adianta pedir pro tempo voltar
Você errou sua conduta
Agora levante a cabeça e se junte a luta

Doce como o mel (Nada, nada, nada inocente)
Mas suja como fel (Ela está contaminada)
Foi inconseqüente (Não lhe resta mais nada)

(texto: todos os direitos reservados, autoria própria)

Pássaro Verde


Hoje eu vi um pássaro, vestindo o meu passado
Mas que voava o meu futuro, pintando de verde
O meu passado em preto-e-branco, e era muito pesado
Porem o tempo passa, o tempo passa, e eu estou aqui
Vendo todo a minha volta em mesmo rumo fluir

Olha! Eles estão indo pela mesma porta vermelha novamente
Mas por que motivo eu não vou também, o que me prende
Não, eu sei que isso não é pra mim, tudo é falso e de repente
Talvez eu possa ser o pássaro em sua vida e se você pende
Não se preocupe, mais uma vez, não se preocupe, olhem o pássaro

Ele traz o amanhã de agora, embora sem pressa e sem demora
Mas a novidade não cobre o passado, mas seu pio forte e bravo
Abala os que podem te julgar, afirmando um falso ser, embora
Sejam só hipócritas com medo da luz do fogo, que só a criticar
Vão te magoando e te fazendo sangrar, mas um dia isso passará
Junto com o pássaro, que hoje já se vai, atravessando o longo muro

(Texto: todos direitos reservados, autoria própria)

Batata Keep Walkman


Todo dia é dia de cabular
Todo dia é dia de zoar
Todo dia é dia da aula vazar
Batata
Batata Keep Walkman
Man eu já to cheio
Man eu não agüento mais
Man sabe o que eu quero?
Eu quero ela! Batata
Batata Keep Walkman
E pra que eu quero?
Pra visitar Crypton
Tem que ter Batata
Batata Keep Walkman!
E...
É Batata Keep Walkman.
Você quer?
Eu tenho!
Vamos juntos para Crypton?!
Não precisamos de Coragem
Só de Batata Keep Walkman
Batata!
Batata Keep Walkman
Não, não minta!
Não há como fugir
Já estamos em Crypton
Estamos longe de tudo!
De problemas, de estresse, de cansaço.
Alegre-se estamos sós.
Você e eu...
E a Batata Keep Walkman.
Agora feixe os olhos e experimente a Batata!
Não! Não assim, saboreia.
Pos ela é a primeira e a última!!!
Ela é a Batata Keep Walkman.

(texto: todos os direitos reservados, autoria própria)

Garotos Nunca envelhecem


Sombras não se mexem sozinhas
Oh! Não, sombras não mexem
Mas os garotos correm em direção ao tempo
Garotos só brincam, eles não envelhecem
Mas o tempo não passa, como passa o tempo
Até outro dia essas calças ainda cabiam em mim
Do mesmo modo como era livre pra cantar
Podia sentir, correr na chuva, brincar
Não! A maldição do tempo te encontrou
Agora você nega sua infância, e põe
No lugar dela uma couraça adulta
Por que razão você mudou sua conduta
Mas os garotos eles não fazem isso
Eles crescem, mas são crianças
Eles tem filhos e muitas lembranças
Eles tem netos, e os ensinam a ter esperanças
E você? Cresceu? Mas envelheceu.
Ainda existe tempo de voltar a ser infante
Saia desta triste paranóia constante
Veja o céu, olhe o mundo com seus olhos
Não em noticiários policiais simplórios
Veja, mais um garoto está envelhecendo
O mundo moderno já vai o corrompendo
Agora ele é sombra, e sombras não se mexem
Mas o garoto corre; o garroto ama
O garoto; garoto é garoto e só.


(texto: todos os direitos reservados, autoria própria)